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sexta-feira, junho 03, 2011

EXEMPLOS DE JESUS - 03

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SUA DEVOÇÃO CONSTANTE

          Outro exemplo do Seu amor a Deus foi demonstrado por Seu prazer em conversar com Ele pela oração, o que O levou a retirar-Se frequentemente da presença das coisas do mundo e, com a maior devoção e satisfação, passar noites inteiras nesse exercício celestial, apesar de não ter pecados para confessar e de ter apenas uns poucos interesses seculares pelos quais orar. Infelizmente, tais coisas seculares são quase as únicas que nos incitam a fazer nossos atos de devoção! Quanto a Cristo, podemos dizer que toda a Sua vida foi uma espécie de oração, um constante curso de comunhão com Deus. Mesmo que nem sempre se oferecia sacrifício, o fogo do altar estava sempre aceso. E o nosso Senhor Jesus, sempre bendito, nunca foi surpreendido por aquela lentidão ou mornidão de espírito que muitas vezes temos que combater, antes de podermos estar aptos para o exercício da devoção.

SEU AMOR PARA COM OS HOMENS

          Em segundo lugar, devo falar do Seu amor e da Sua caridade para com todos os homens. Mas, quem quiser expressar Seu amor e Sua caridade terá que transcrever a história do evangelho e comentá-la, porquanto dificilmente se verá registrado que Ele tenha feito alguma coisa ou dito alguma palavra que não visasse o bem e o proveito deste ou daquele [...].
          Nunca era mal recebido quem quer que viesse a Ele com intenção honesta, nem tampouco Ele jamais negou atender a qualquer pedido que realmente visasse o bem dos que o faziam [...].
          Que outra prova mais poderíamos desejar do seu ardoroso e irrestrito amor do que o fato de que Ele deu voluntariamente Sua vida até por Seus cruéis inimigos, e, misturando Sua oração com Seu sangue, rogou ao Pai que eles não fossem responsabilizados por Sua morte, porém que ela se tornasse o meio pelo qual Ele obtivesse a vida eterna justamente para aquelas pessoas que a procuravam?

(Extraído do livro de Henry Scougal "A Vida De Deus Na Alma Do Homem" - Editora PES).



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quarta-feira, junho 01, 2011

EXEMPLOS DE JESUS - 02

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SUA PACIÊNCIA EM SUPORTÁ-LA NAS AFLIÇÕES

          Ele suportou as mais agudas aflições e as mais extremas misérias que já foram infligidas a qualquer mortal, sem um pensamento queixoso nem uma palavra de descontentamento. Embora estivesse longe de possuir uma insensibilidade néscia ou uma obstinação estóica ou fantasiosa, Ele sentia vividamente dor como os outros homens, e teve intensa percepção do que estava para sofrer em sua alma quando "o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue" e Ele se sentiu "profundamente triste, até à morte" (Lucas 22: 44 e Marcos 14:34), como Ele declarou mais de uma vez. Não obstante, rendeu-se inteiramente àquela severa dispensação da Providência, à qual aquiesceu de boa vontade [...].
          Contudo, considerando a vontade de Deus e a gloória que redundaria para Ele dali em diante, Ele não somente se contentou em sofrê-lo, mas o desejou.

(Extraído do livro de Henry Scougal "A Vida De Deus Na Alma Do Homem" - Editora PES).



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segunda-feira, maio 30, 2011

EXEMPLOS DE JESUS - 01

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O AMOR DIVINO EXEMPLIFICADO EM NOSSO BENDITO SALVADOR

          A sincera e devota afeição com a qual a Sua bendita alma ardia constantemente em relação a Seu Pai celestial, expressava-se numa inteira abdicação da Suva vontade. Sua verdadeira comida era fazer a vontade e consumar a obra do Pai que O enviara.


SUA MANEIRA DILIGENTE DE EXECUTAR A VONTADE DE DEUS

          Esse foi o Seu exercício, desde a Sua meninice, e a constante ocupação de Sua idade mais madura. Ele não poupava nem viagem nem dolorosos labores, quando Lhe cumpria fazer a obra do Pai, mas de tal maneira tinha infinito contentamento e satisfação em realizá-la, que, por exemplo, quando se sentiu enfraquecido e cansado de sua viagem, descansou na fonte de Jacó e pediu água à mulher samaritana, o bom êxito da sua plastra com ela e o acesso que lhe foi aberto para o reino de Deus encheram Sua mente de tanto prazer que foi como se ressoasse em Seu corpo, renovando seu ânimo e fazendo com que Ele Se esquecesse da sede da qual se queixara e recusasse a comida que Ele tinha mandado Seus discípulos comprar. E Ele não foi menos paciente e submisso em sofrer a vontade de Deus do que diligente em fazê-la.


(Extraído do livro de Henry Scougal "A Vida De Deus Na Alma Do Homem" - Editora PES).



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sábado, maio 28, 2011

A VIDA DIVINA - EM QUE CONSISTE

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          É tempo agora de voltar à consideração da vida divina da qual eu vinha falando antes, a "vida escondida com Cristo em Deus" (Colossenses 3:3) e que, portanto, não se manifesta em nenhuma exibição ou aparência no mundo, pelo que ao homem natural parece uma idéia medíocre e insípida. Na medida em que a vida animal consiste daquele amor limitado e estreito que tem seu fim no próprio homem e em sua propensão para as coisas que agradam à natureza, assim também a vida divina mostra-se num afeto universal e  ilimitado, e no domínio das nossas inclinações naturais, para que elas nunca possam iludir-nos e fazer-nos cair nas coisas que sabemos ser condenáveis.
          A raiz da vida divina é a fé. Os ramos principais são o amor a Deus, a caridade para com o próximo, a pureza e a humildade [...].
          O amor a Deus é um prazeroso e afetuoso senso das perfeições divinas que leva o verdadeiro cristão a resignar-se e a sacrificar-se totalmente para Ele, desejando acima de todas as coisas ser-Lhe agradável e deleitar-se em coisa alguma tanto como se deleita na amizade e na comunhão com Ele, e em estar pronto a sofrer por amor dEle ou conforme Lhe aprouver. Embora este afeto possa surgir primeiro dos favores e mercês de Deus para conosco, todavia, em seu crescimento e progresso transcende tais considerações particulares e se baseia em Sua infinita bondade, manifestada em todas as obras da criação e da providência.
          Uma alma dessa forma possuída pelo amor divino necessariamente há de alargar-se para com toda a humanidade, num afeto ilimitado e sincero, devido à relação que os seres humanos têm com Deus, sendo Suas criaturas, e tendo algo de Sua imagem estampado neles. E esta é a caridade que descrevi como o segundo ramo da religião e que abrange eminentemente todas as partes da justiça, todos os deveres que temos para com o nosso próximo, pois quem ama verdadeiramente o mundo todo, preocupa-se bem de perto com os interesses de cada indivíduo. E tal indivíduo tão longe está de ferir ou ofender qualquer pessoa, que repudiará qualquer mal que sobrevenha a outros como se acontecesse com ele próprio.
          Pela pureza entendo a devida moderação na atenção ao corpo e o domínio sobre os apetites inferiores, ou um tal equilíbrio e disposição da mente que leve o homem a desprezar e evitar todos os prazeres e deleites dos sentidos ou da imaginação que em si mesmos sejam pecaminosos ou que tendam a extinguir ou a diminuir o nosso gosto pelos prazeres mais divinos e intelectuais, o que inclui também a resoluta disposição para submeter-se a todas as durezas que acaso encontre em seu empenho por cumprir o seu dever, de modo que não se enquandram sob este título somente a castidade e a temperança, mas também a coragem e a magnanimidade.
          A humildade implica num profundo senso da nossa mediocridade, e em reconhecermos sincera e afetuosamente que devemos tudo o que somos à generosidade de Deus. A humildade cristã sempre vem acompanhada de uma profunda submissão à vontade de Deus e de uma verdadeira mortificação para a glória do mundo e para os aplausos dos homens.

(Extraído do livro de Henry Scougal "A Vida De Deus Na Alma Do Homem" - Editora PES).



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sexta-feira, maio 27, 2011

A VIDA NATURAL - O QUE É

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          Antes de descer a uma consideração mais particular dessa vida divina em que a verdadeira religião consiste, talvez seja próprio falar um pouco sobre a vida natural ou animal que prevalece nos que são alheios à outra (vida divina). E por esta vida natural não entendo outra coisa senão a nossa propensão ou inclinação para as coisas agradáveis e aceitáveis à natureza, ou o amor-próprio brotando e se espalhando em tantos ramos quantos os mais diversos apetites e inclinações dos homens. Reconheço que a raiz e base da vida animal está no sentir, e falo disso em termos gerais, como oposto à fé. E este sentir implica a nossa percepção e sensação das coisas que nos são agradáveis ou penosas.
          Ora, estes afetos ou sentimentos animais, considerados em si mesmos, como implantados em nós por natureza, não são maus ou culpáveis. São na verdade exemplos da sabedoria do Criador, que supriu as Suas criaturas de apetites tendentes à preservação e à felicidade das suas vidas [...]. O objetivo não é que os nossos afetos naturais sejam totalmente extirpados e destruídos, mas tão-somente que sejam moderados e governados por um princípio superior e mais excelente. Numa palavra, a diferença entre um homem religioso e um ímpio é que no primeiro a vida divina mantém o domínio, no segundo, a vida animal prevalece.

(Trecho extraído do livro de Henry Scougal "A Vida De Deus Na Alma Do Homem" - Editora PES)


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